A Venezuela vive horas muito difíceis. Os terremotos deste 24 de junho atingiram com força o centro-norte do país, e nosso primeiro pensamento está com as famílias de La Guaira, Caracas e das demais zonas afetadas. Escrevemos esta nota porque muitos hóspedes nos perguntam, com razão, como está a ilha: Margarita está bem, e queremos dizê-lo com fatos.
O que aconteceu
Pouco depois das seis da tarde, dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 sacudiram o país com menos de um minuto de diferença. Os epicentros ficaram no estado de Yaracuy e em frente à costa de La Guaira — a mais de 300 quilómetros a oeste de Margarita. São os tremores mais fortes registrados na Venezuela em mais de um século, e os danos graves se concentram naquela região do continente.
A ilha está bem
Em Margarita o tremor foi sentido — percebeu-se nos onze municípios de Nueva Esparta — mas a avaliação da Defesa Civil não reportou danos nem feridos na ilha. O alerta de tsunami foi oficialmente descartado para a nossa costa na mesma tarde. Eletricidade, água, comércios e serviços turísticos funcionam com normalidade; a vida em Pampatar e Porlamar segue seu ritmo de sempre.
Por que Margarita ficou fora da área afetada
A distância explica: os epicentros estão a mais de 300 quilómetros, no extremo oposto da costa venezuelana. A essa distância um sismo forte é sentido como um balanço longo, não como o golpe destrutivo que as zonas próximas sofreram. A ilha, separada do continente por mar aberto, ficou completamente fora da zona de danos.
Se você tem uma viagem marcada
Sua hospedagem e a ilha esperam por você normalmente. O ponto a verificar é a rota de chegada: o aeroporto de Maiquetía (Caracas) sofreu danos e suspendeu as operações — se o seu plano era a ponte aérea Caracas–Margarita, confira o status do voo e as alternativas: voos diretos de outras cidades venezuelanas e as conexões internacionais habituais. O leste do país, de onde partem os ferries para a ilha, não está na zona afetada.
Margarita ao lado do continente
A ilha não está apenas bem: está ajudando. A Defesa Civil de Nueva Esparta enviou equipes de resgate às zonas atingidas, como tantos margariteños que se mobilizaram com doações e apoio. Se você nos visitar nas próximas semanas, encontrará uma ilha em paz e grata por recebê-lo — o turismo é seu motor, e viajar para cá também é uma forma de apoiar a Venezuela.